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COMPORTAMENTO

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Por: Dr. Maria Jose INDIQUEIMPRIMIR

COMPORTAMENTO

O QUE FAZER?

AS CRISES FAZEM PENSAR...SE A ALMA DO
PROFESSOR ESTÁ MORRENDO...O QUE FAZER?


A crise atual que incide simultaneamente em todos os países e em todos os âmbitos: econômico, político, ambiental e cultural exige as mais profundas e as mais inovadoras reflexões, pois o que está em jogo é o movimento mais agudo na história da existência humana, a formação do homem através da educação.
Esta crise pode ser definida como uma crise de paradigma. Entramos no novo milênio assistindo ao agravamento de todas as contradições herdadas do século anterior, que chegam hoje perigosamente ao ponto limite: o sistema mundial globalizado, mais que agilizar forças produtivas, da terra, do ecossistema, dos povos e da subjetividade das pessoas está afetando a formação e a relação entre os seres humanos.
As pessoas não se conscientizaram que não teremos a arca de Noé para nos salvar, somos todos irmãos, e precisamos dar as mãos para um mundo melhor.
Nós, profissionais da psicologia e das áreas afins temos a responsabilidade social de nos dedicarmos a auxiliar através dos nossos conhecimentos práticos e teóricos proporcionando cursos e técnicas que ajudem a desenvolver a consciência ética pessoal e a autoestima das pessoas que estão envolvidas com a educação, O PROFESSOR... a figura que tem uma importância fundamental nos processos de transformação, para isso o exercício da compaixão e da solidariedade para consigo mesmo e para com o outro é fundamental. Nesse ponto o papel de fazer a ponte entre a formação e a informação do ser humano está nas mãos dos professores, uma profissão hoje deixada de lado pela massificação das profissões, onde só são valorizadas as profissões de status: medicina, engenharia, advocacia, etc. Onde está o papel do professor que dá início a formação dessas profissões???...
Pensando em contribuir para a valorização “deste Ser” que necessita de cuidados baseado na experiência como terapeuta sugiro três temas importantes. Na minha viajem a África desenvolvi parte desse trabalho onde pude compreender melhor a abrangência na formação dos educadores. A primeira sugestão é “O trabalho do professor enquanto ser que necessita de cuidados”, tendo como objetivo capacitá-lo para um questionamento reflexivo do seu papel enquanto educador, proporcionando um encontro com si mesmo para cuidar-se, e estar pronto para “cuidar” do outro... físico-psíquico-espiritual e social (o ser humano como um todo). Desenvolver no professor estratégias de autoconhecimento mudando o seu pensar sobre: respeito por si, pelo outro, pelo meio em que trabalha (social, meio-ambiente, o universo na sua totalidade). Reconhecer a sua importância e o seu papel enquanto cidadão do mundo.
Na segunda sugestão, “A inclusão do ser humano enquanto ser humano” uso todo meu conhecimento como analista junguiana sobre o fantástico mundo dos contos de fada. No mundo das fadas tudo é maravilhoso, bonito e belo. Geralmente as coisas sempre dão certo no final, mas por trás desses seres mitológicos existe crueldade e bondade. A figura do herói sempre irá triunfar, não importa quanto árduo tenha sido o caminho. No final os honestos e puros de coração sairão vencedores, por maior que seja o sofrimento e angústia, o conto sempre é capaz de trazer a paz perdida. Por isso a importância dos contos de fada na personalidade infantil e adulta ajudando na construção de relações mais saudáveis. Os temas usados como propostas são:

- A criança adotiva na escola: “PINÓQUIO”;
- A criança com distúrbio de comportamento na sexualidade: “UMA ORIENTAÇÃO DESCOBRINDO SEU SEXO” - Halia Pauliv de Souza;
- A criança com necessidades especiais: “DUMBO”
- A morte, a criança órfã, perda do pai ou da mãe: “O REI LEÃO”.
-As diferenças individuais de cada aluno, a criança negra e obesa: “SHREK”.
- A criança e família de pais separados: “A SELVA E O MAR” - Rubem Alves.
- A criança com sentimento de rejeição (bullying): “O PATINHO FEIO”.
A relação entre professor e aluno se faz através das experiências de ambas as psiques numa troca constante de sentimentos que podem ser positivos ou negativos dependendo da relação que se estabelece entre os dois. Se o professor não valoriza a suas experiências também não valorizará a experiência do outro. As minhas propostas vem de encontro com a necessidade de melhorarmos e encurtarmos as pontes na relação professor-aluno. No nosso próximo encontro falarei sobre a minha terceira sugestão “Estilo de vida mudando a maneira de olhar”.
Um beijo no coração: Maria José

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