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HISTÓRIA DA CORÉIA

Por: Foto 01 - Cheongcheon Lee Sang-beom Sojeong Byeon Gwan-sik Dan-weon Kim Hong-doINDIQUEIMPRIMIR

HISTÓRIA DA CORÉIA

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HISTÓRIA DA CORÉIA

A península da Coréia retém um passado majestoso, com muita sabedoria. Nos tempos modernos ela se dividiu nos dois extremos conhecidos por nós, norte e sul.
    A origem e a característica marcante de uma cultura adormecida pelas diferenças da atualidade permanecem repletas de antigos significados.
    Tudo começou antes da existência de homens e as muralhas. A terra se espalhava pelo continente asiático. Hwan-in, senhor dos céus, o pai de toda a criação, recebeu de seu filho Hwan-ung um pedido. Este se consistia em descer à Terra e governar seu próprio reino.
    O pai decidiu que seria em uma montanha ao norte, o local onde seu filho reinaria como líder de uma nação. O local escolhido foi a Montanha Baekdu, onde, ao lado de três mil seguidores, em um pé de sândalo, Hwan-ung foi proclamado o Senhor da Terra, fundando a cidade sagrada de Shinshi, com a regência e a ajuda dos espíritos da natureza.
    Ele tinha o vento, a chuva, e as nuvens ao seu comando. Juntos criaram um códice de trezentas e sessenta leis que iam da moral à agricultura, incluindo artes, educação, e diferenciação entre o bem e o mal.
    Segundo a lenda, após longos anos de um governo próspero sob a montanha, que geograficamente hoje se encontra próximo a Pyongyang, capital da Coréia do Norte, um urso e um tigre em oração colocaram-se aos pés de Hwan-ung, pedindo para que pudessem tornar-se seres humanos. O príncipe celeste, comovido com a ocasião, decidiu ouvir suas súplicas dando a eles uma chance para que fossem atendidos. A cada um, foi dado vinte dentes de alho e um ramo de Artemísia seguidos de uma instrução para que ficassem dentro de uma caverna durante cem dias, onde, após a ingestão, sairiam de lá na forma humana. O tigre, impaciente, não tardou a desistir, enquanto a ursa, fiel ao sonho que tivera, levou cerca de três semanas para se transformar em uma mulher.
    Ela foi chamada de Ungyneo, e com gratidão, fez oferendas a Hwan-ung. Contudo, sentir-se sozinha, não era algo que poderia prevalecer. Como não podia ter filhos, fez clamores ao príncipe, que tomou a forma humana e a engravidou, e então esperou o filho de Hwan-ung, que nasceu e foi chamado de Dangun, fundador e primeiro potentado do Reinado na península, filho de Ungyne e patriarca de todas as lendas coreanas.
    Dangun foi, segundo a lenda, um ser humano venerável e muito sábio. Acabou por estabelecer um império que se estenderia desde as vastas regiões da Manchúria ao sudoeste do país, como Yunan. Este período foi apelidado de Joseon, cujo predomínio é, às vezes, referido como “Gojoseon”, em sua língua, o prefixo ‘GO’ quer dizer algo como ‘o antigo’, ‘o ancestral’, e durou cerca de mil e quinhentos anos com uma capital estabelecida em Asadal, atual Hwanghae na Coreia do Norte.
Diz-se que a ruptura de Joseon ocorreu após inúmeros conflitos que antecederam a ascensão da dinastia Zhou na China, fazendo com que Dangun, o grande mestre, voltasse à Shinshi na montanha sagrada e se transformasse em um espírito imortal, um Sanshi, que até hoje vaga pelos verdes campos da montanha.
    O povo coreano sempre foi fiel a uma tradição fechada e isolada das outras. Etnograficamente, a imigração ocorreu do noroeste da China e de algumas regiões do nordeste da Ásia, segundo historiadores e teriam acontecido há cerca de 500 mil anos.
    A península de Han ficou conhecida como “O Reino de Diamante”, ou ainda, “O Reino Eremita”, remetendo ao ascetismo e austeridade daquele povo. Sabe-se que após a separação das fronteiras de Joseon, diversos conflitos internos tiveram início dentre as tribos restantes, desencadeando uma guerra que poderia ser estendida até os dias de hoje.
    O período das tribos foi chamado de “a época dos três reinos”, onde, ao norte, dominavam os que preferiam ser considerados herdeiros da dinastia de Dangun.
    Goryo foi nome transmitido ao atual epíteto de ‘Coreia’ que vivia em eterno conflito com a China.
    Já no sul, habitavam os aldeões e os guerreiros de Silla, que após a queda de Joseon tornaram-se a primeira e mais estruturada monarquia local, onde a terra era separada pelas anexações e batalhas constantes das reivindicações do reinado de Baekje. Este foi fundado por dois irmãos que fugiram de Goryo e carregaram um traço histórico sem precedentes de Dangun, o que influenciou em grande parte a cultura dos oponentes.
    Os irmãos eram os verdadeiros filhos do Imperador de Gojoseon, Dangun, e que dali teria partido o sincretismo das filosofias Taoista e confucionista que se espalhou por toda a Ásia.
    A atual Coreia foi ganhando forma. O Reino de Silla conseguiu aliados na dinastia Tang da China e dominou Baekje, avançando sobre Seul e se alastrando pelos arredores de Pyongyang.
    Estes foram atacados por exilados do Estado de Goryo, disseminando colônias na Manchúria até formar o Estado de Balhae, que invadiu a Silla e passou a controlar algumas províncias.
    Anos depois, Balhae foi devastado por uma aliança entre China e os comandantes do Reino de Silla.
    Os três reinados que os procederam, Hubaekje, que queria reestabelecer à glória do antigo reinado, Taebong, liderado por um monge budista com convicções totalitárias e Silla (que ainda era formado por aqueles que carregavam o ideário real) foram unificados sob o título de Goryeo pelo Imperador Taejo.
    O Goryeo se transformou em Joseon, sob uma nova dinastia, que em um período de intensivas invasões japonesas, deteve o assassinato da imperatriz Myeongseong, provocando reformas na política que formou o “Grande Império da Koreia”, fundado por Gojong e reprimido pelo Japão até o término da Segunda Guerra Mundial.
    O povo da coreia manteve um sentimento de união através dos séculos. Mesmo a guerra de 1953 que oficialmente nunca terminou não foi capaz de desatar os laços culturais da nação.
    Hoje, em um cenário, onde se não há paz, não há acordo, ao contrário do que possa pensar, por lá não existe o medo da guerra que é anunciada nos noticiários, pois, acima de tudo, a Coreia é um único povo, tanto no norte quanto ao sul.
    “Começar é metade da tarefa”, diz um provérbio coreano. Para um povo que começou há tanto tempo, não resta dúvida de que mais da metade já foi feito.

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